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Imagine acordar amanhã e abrir o PC, só para descobrir que o Steam não existe mais. Nada de biblioteca, nada de instalar seus jogos, nada do progresso que você construiu ao longo de meses ou anos.

Assustador? Sim. Mas é justamente essa pergunta que começa a ganhar força na comunidade gamer global, e que merece um olhar especial aqui no Brasil também.

O que o Steam realmente vende?

Vamos começar pelo ponto que mexe com todo mundo: Você acha que comprou seus jogos, certo? Mas juridicamente, não é bem assim. A Valve, dona da Steam, começou a mostrar claramente no carrinho de compras que você está comprando uma licença de uso, e não o jogo de verdade como um item físico.

Isso não é algo exclusivo do Brasil: uma lei da Califórnia (AB 2426) exige que plataformas deixem isso explícito aos usuários, e o Steam já começou a fazer isso globalmente, inclusive para contas brasileiras.

Steam
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E se o Steam simplesmente fechasse?

Agora a pergunta que não quer calar: Se o Steam “de repente sumisse”, o que aconteceria com seus jogos? Essa pergunta não é nova, já foi feita ao Suporte Steam há sete anos. A resposta deles: Não vai acontecer, mas você pode compartilhar suas ideias no fórum. Muito obrigado, Steam!

Xbox, PlayStation e outras plataformas enfrentam essa mesma questão: nenhum serviço digital é totalmente imune a um encerramento, por mais improvável que isso pareça. Aqui estão os principais cenários:

1. Jogos que dependem de servidores desaparecem

2. Single-player DRM-free ainda depende da plataforma: Mesmo os jogos que você baixou podem exigir alguma forma de autenticação ou acesso por meio do cliente Steam

3. Backups e offline podem ajudar: Se você tiver backups dos instaladores, ainda assim legalmente você tem licença para usar aquele conteúdo que já foi baixado.

Mas é preciso ser realista: Software DRM e dependência de servidores externos tornam esse tipo de preservação incerta. E mesmo que todos esses cenários de terror ainda estejam muito distantes, não custa lembrar: a maioria dos jogos que temos não nos pertence. Se queremos aceitar isso ou não, depende de nós.