Valve
Valve (Imagem: Reprodução).

No Reino Unido, um tribunal ordenou que a Valve compareça em juízo devido a uma ação coletiva no valor de £ 656 milhões (aproximadamente US$ 878 milhões).

A ação é liderada por Vicki Shotbolt, CEO da organização Parent Zone, e diz respeito à comissão de 30% que a loja Steam cobra em todas as transações.

Segundo Shotbolt, a comissão de 30% é “excessiva” e a própria Valve “manipula o mercado e explora os jogadores britânicos”. O caso lembra bastante a batalha judicial iniciada anteriormente pela Epic Games contra a Apple por políticas de comissão semelhantes na loja de aplicativos.

Em entrevista ao portal GamesIndustry.biz, Shotbolt enfatizou que os videogames são uma parte importante do ecossistema digital moderno.

“Os jogos são um setor extremamente importante. São importantes para os jovens que jogam e para os adultos que passam muito tempo se comunicando e jogando. Portanto, a indústria deve operar de forma justa e não cobrar preços abusivos.”

Vicki Shotbolt, CEO da Parent Zone

Segundo ela, o Steam é uma plataforma fundamental no mercado de jogos para PC e “tem a obrigação de agir com honestidade, mas é óbvio que isso não está acontecendo”.

Shotbolt espera que, se vencerem no tribunal, o mercado se torne mais equilibrado tanto para desenvolvedores quanto para jogadores do mundo todo. No entanto, ela admite que preços mais baixos para os jogos não são garantidos, mesmo com uma comissão reduzida.

“Isso está além do meu controle. Você pode dizer que 30% é muito e que esse valor é irrazoável. Gostaria de acreditar que alguns desenvolvedores irão reduzir os preços e repassar o benefício aos consumidores. Acho que é assim que o mercado funciona. Mas isso só será possível se a exigência de paridade de preços desaparecer.”

Vicki Shotbolt

Ao mesmo tempo, Shotbolt admite que alguns estúdios podem preferir manter o lucro adicional em vez de reduzir o custo dos jogos. Porém, em sua opinião, um ambiente competitivo deve incentivar os desenvolvedores a reduzir os preços para atrair o público.