Ross Scott, fundador do movimento Stop Killing Games.

O parlamento da Califórnia aprovou um projeto de lei que pode mudar a indústria de games para sempre. A assembleia votou a favor da AB 1921, conhecida como Protect Our Games Act. Dessa forma, se a lei passar pelo Senado, as editoras serão obrigadas a manter qualquer jogo comprado funcionando, mesmo se os servidores oficiais fecharem.

A proposta exige que as empresas ofereçam um modo offline ou devolvam o dinheiro dos consumidores. Contudo, a regra vale apenas para os títulos pagos lançados após 1 de janeiro de 2027. Os projetos gratuitos não entram na nova norma. Essa decisão protege o consumidor que investe o seu dinheiro em um produto digital.

O impacto do movimento Stop Killing Games

Esta vitória política é um resultado direto do movimento global Stop Killing Games. A iniciativa nasceu em 2024, logo após a Ubisoft desligar os servidores do jogo de corrida The Crew. Veja os principais pontos dessa jornada:

  • O estopim: O jogo The Crew tinha mais de 12 milhões de jogadores, mas exigia conexão constante.
  • A revolta: A Ubisoft desativou os servidores e revogou as licenças dos usuários.
  • A campanha: O YouTuber Ross Scott liderou um manifesto que uniu a comunidade global.
  • O alcance: O movimento coletou mais de 1,29 milhão de assinaturas validadas na Europa.

Além disso, a iniciativa ganhou força fora dos Estados Unidos. A comissão europeia analisa a proposta e deve dar uma resposta oficial em julho de 2026. No entanto, o avanço na Califórnia acelera o processo na américa do norte graças ao deputado Chris Ward.

O político de San Diego abraçou a causa dos jogadores e levou o texto ao plenário. O projeto passou pelas comissões de orçamento com ampla maioria de votos. Agora, o texto segue para o comitê do Senado americano no final de junho.

Uma mudança com reflexo global

Embora a lei tenha validade apenas no território da Califórnia, o impacto será mundial. As grandes empresas de tecnologia preferem mudar as suas políticas globais em vez de criar uma versão do jogo para cada região. Portanto, os jogadores de outros países também devem colher os benefícios dessa regulamentação.

A comunidade gamer celebra o avanço como um marco histórico para a preservação dos jogos eletrônicos. Atualmente, os jogadores gastam muito dinheiro em licenças digitais que desaparecem sem aviso prévio. Essa lei garante o direito básico de acessar o conteúdo pelo qual você pagou.

A indústria precisará repensar a arquitetura dos próximos lançamentos para incluir ferramentas offline desde o primeiro dia. Você concorda que as empresas devem manter o jogo ativo para sempre ou acha essa exigência irrealista para os títulos estritamente online?