Salvar a princesa, defender a vila, derrotar o Senhor das Trevas… beleza, mas e se a graça toda fosse justamente ser o Senhor das Trevas? Alguns estúdios resolveram virar o jogo e colocar o jogador do outro lado.
Separamos 5 pérolas em que fazer o mal é o objetivo, e não o pecado. Do RPG de estratégia ao terror ao contrário, tem opção pra todo tipo de vilão de plantão. E o melhor: quase todos são baratinhos no Steam.
1. Overlord
Disponível no Steam por R$ 8,49
Lançado em 2007 pela Codemasters, o Overlord tem uma premissa simples e deliciosa: o antigo Senhor das Trevas morreu, mas o elmo dele foi achado nos escombros da fortaleza. Você herda a armadura e vira o novo Overlord, o chefe do mal em pessoa.
O jogo sabe muito bem o que está fazendo. Mesmo dentro de um mundo de dark fantasy medieval supostamente sério, o papel de vilão todo-poderoso abre espaço pra piada atrás de piada e detona todos os clichês do herói clássico. Os cavaleiros são arrogantes, os elfos viram motivo de chacota e as criaturas do mal finalmente são as protagonistas.

2. Lucius
Disponível no Steam por R$ 19,99
Se eu te falar que você controla uma criança, dá para pensar que vem coisa fofa por aí. Erro seu. Lucius é aquela vibe de “A Profecia”: você é filho do Diabo, o anticristo em forma de menino, e sua função é ir eliminando os moradores da mansão um por um sem levantar suspeita, senão vem exorcismo traumático.
A sacada é manipular o ambiente pra armar acidentes que parecem naturais: eletrocussão, incêndio, queda fatal, envenenamento. Ser humano sempre foi criativo na hora de dar cabo do próximo, né? Conforme a história avança, o Lucius vai ganhando poderes novos que abrem possibilidades pra crimes mais elaborados. E a mansão em mundo aberto ainda esconde uns mistérios pra descobrir.

3. Tyranny
Disponível no Steam por R$ 107,99
A Obsidian já é craque em RPG, e no Tyranny ela inverte a lógica de todo mundo: o mal já venceu a guerra antes mesmo de a história começar. Você não escolhe ser vilão, você já nasce dentro do sistema. No ano 431 do próprio calendário, o tirano Kyros domina o continente inteiro (num cenário lindo, meio helenismo meio fantasia), e você é um fatebinder, o oficial encarregado de aplicar a vontade dele e manter a rédea curta sobre a população.
O esqueleto é de RPG raiz: combate em tempo real, vários companheiros, progressão livre e diálogos parrudos. A força mesmo está nas escolhas. O jogo nunca pergunta se você quer ser bom ou mau, ele pergunta que tipo de autoritarismo você vai exercer. Dá para ser um fatebinder mais ou menos justo servindo à ditadura, ou empurrar a maldade até o talo e ser mais cruel que o próprio patrão. No fim, você não é herói nem anti-herói: é uma peça do tabuleiro que toma decisões pesadas.

4. Carrion
Disponível no Steam por R$ 51,18
A Phobia Game Studio resumiu tudo no slogan: Carrion é um reverse horror game. Em vez de você ser o sobrevivente fugindo do monstro, você é o monstro. Uma criatura que escapou de um laboratório secreto e sai espalhando pânico entre cientistas e soldados que tentam, desesperados, conter a própria criação.
A gororoba evolui ao longo da aventura absorvendo organismos e ganhando novas habilidades biológicas: quanto mais come, mais forte fica. Ela solta tentáculos, arremessa inimigos na parede, contamina áreas e se enfia nos dutos de ventilação pra pegar as presas de surpresa. Aos poucos a criatura vira um verdadeiro buraco negro ambulante.

5. The Life and Suffering of Sir Brante
Disponível no Steam por R$ 48,29
Fechando a lista, um RPG diferentão. The Life and Suffering of Sir Brante é um RPG de texto que acompanha a vida inteira do protagonista, do nascimento à morte, num mundo medieval onde a hierarquia social é vista como ordem divina, religião como base de tudo, como manda o figurino.
Sir Brante vem de baixo e quer lutar pela família, prometida a um destino misterioso. Só que tudo tem preço: a personalidade dele pode ficar mais virtuosa ou (bem mais fácil) menos virtuosa. Subir na vida sendo íntegro é muito mais difícil do que simplesmente se deixar corromper por todo o mal que o império impõe aos cidadãos.









