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O FBI de Seattle iniciou uma investigação sobre malware embutido em jogos da plataforma Steam, solicitando que potenciais vítimas entrem em contato para fornecer informações. Essa ação visa identificar usuários afetados por downloads maliciosos de games infectados.

A Divisão de Seattle do FBI está focando em casos onde jogos gratuitos ou em early access (acesso antecipado) no Steam continham malware, como stealers de informações que roubam credenciais, cookies de navegador e criptomoedas. Exemplos recentes incluem títulos como BlockBlasters, que furtou US$ 150 mil de 261 contas, PirateFi e Sniper: Phantom’s Resolution, removidos pela Valve após detecção.

Como o malware ataca

Esses malwares se disfarçam em instaladores ou patches de jogos, ganhando permissões administrativas, contornando antivírus e extraindo dados sensíveis para fraudes financeiras ou roubo de identidade. Ataques usam técnicas como StealC, Vidar e loaders para persistir no sistema e acessar wallets (carteiras) de criptomoedas.

O órgão federal americano pede que os usuários que foram vítimas de malware entrem em contato acessando o formulário oficial do FBI para relatar: https://forms.fbi.gov/victims/Steam_Malware.

O FBI pede para que usuários forneçam detalhes sobre downloads suspeitos, sintomas como acessos não autorizados ou perdas financeiras. Verifique sua conta Steam, mude senhas, escaneie o PC com antivírus atualizado e evite downloads de fontes não oficiais.

Dicas de prevenção para jogadores

  • Baixe apenas jogos verificados e leia reviews recentes sobre malware no Steam.
  • Use VPN e autenticação 2FA em contas de gaming e crypto.
  • Monitore transações e evite demos ou patches de sites externos.

Até o momento da redação desta notícia, a Valve não havia se pronunciado sobre esta ação do FBI.

Lembrando que a empresa de Gabe Newell é alvo de 3 grandes processos por partes de autoridades governamentais:

Inclusive, sobre o processo da Procuradoria Geral de Nova Iorque, a Valve se pronunciou publicamente.