God of War: Laufey
God of War: Laufey

A Sony revelou God of War Laufey durante a State of Play, e o anúncio pegou muita gente de surpresa: pela primeira vez na história da franquia, Kratos não é o protagonista.

A estrela agora é Faye, também conhecida como Laufey, a esposa morta do Fantasma de Esparta. Se você quer entender quem ela é, o que ela pode fazer e por que esse jogo pode ser um dos mais importantes da série, seja bem-vindo.

God of War: Laufey
God of War: Laufey (Imagem: Santa Monica Studio)

Quem é Faye, a Laufey de God of War?

Faye é o apelido carinhoso que ela usou durante sua vida mortal ao lado de Kratos. Seu nome verdadeiro é Laufey, e ela não é humana: é uma Jötunn, uma Gigante de Jötunheim, que viveu escondendo sua identidade real da própria família.

Entre os Gigantes, ela era chamada de Laufey, a Justa, e era uma espécie de lenda. Mimir, o cabeça falante que acompanha Kratos nos jogos anteriores, já mencionava que teria adorado conhecê-la pessoalmente, o que diz muito sobre o status dela nos Nove Reinos.

Ela defendia os fracos, resistia à opressão de Odin e dos Aesir, e ficou conhecida como a última protetora dos Jötnar. Não era uma guerreira qualquer: os documentos da Santa Monica Studio a descrevem como a Mão Dourada dos Jötnar, o título dado à protetora mais poderosa dos Gigantes.

Vale lembrar também que, dentro da lore da franquia, Faye e Kratos são os pais de Atreus, que mais tarde é revelado ser o próprio Loki da mitologia nórdica. Ou seja, Laufey é literalmente a mãe de Loki, assim como na mitologia original.

God of War: Laufey
God of War: Laufey (Imagem: Santa Monica Studio)

O que aconteceu com ela antes do jogo?

Nos dois últimos jogos da franquia, Faye já estava morta antes da história começar. Em God of War (2018), o jogo inteiro é desencadeado pela missão que ela deixou para Kratos e Atreus: espalhar suas cinzas no ponto mais alto dos Nove Reinos. Ela aparece apenas como um corpo envolto em lençóis sendo cremado.

Em Ragnarök, ela aparece nos sonhos de Kratos, onde ele descobre mais sobre quem ela realmente era. É lá que ficamos sabendo que ela chegou a enfrentar o próprio Thor num combate que destruiu uma vila inteira e deixou relâmpagos congelados no cenário.

Ela também colaborou com o deus Tyr para esconder a torre de Jötunheim, criou proteções mágicas tão poderosas que nem o próprio Odin, que estava obcecado em encontrar Jötunheim, conseguia detectar a floresta onde morava. A Machado Leviatã, a arma icônica de Kratos, também era originalmente dela.

God of War: Laufey
God of War: Laufey (Imagem: Santa Monica Studio)

Do que trata God of War: Laufey?

O jogo começa exatamente onde God of War (2018) começa: na pira funerária de Faye. Só que agora acompanhamos o ponto de vista dela. Depois de ser cremada, Faye acorda em um lugar que ela definitivamente não esperava: o Everywhen, o reino do além dos deuses.

Ela esperava ir para a Luz de Alfheim, o paraíso dos Elfos, mas o destino teve outros planos. O Everywhen é descrito como o lugar de onde toda magia surge e para onde toda magia retorna. É um reino transcendente, acima de todos os outros que já conhecemos nos jogos anteriores.

O problema? O Everywhen está infestado de deuses de várias mitologias diferentes que morreram e agora disputam poder nesse espaço. E Faye logo descobre que os planos que ela havia traçado para proteger Kratos e Atreus em vida estão em risco. Ela precisa lutar por esse reino caótico para salvar os dois, mesmo depois de morta.

O blog oficial do PlayStation resumiu bem a premissa central: “Odin estava obcecado com a profecia de sua morte em Ragnarök, buscando obsessivamente conhecimento sobre algo além do pós-vida dos mortais. Em God of War: Laufey, exploramos a resposta a essa pergunta: o que acontece com os deuses quando eles morrem?”

God of War: Laufey
God of War: Laufey (Imagem: Santa Monica Studio)

Os poderes de Faye no jogo

A Santa Monica deixou claro que o combate dela vai ser completamente diferente de Kratos: mais rápido, mais controlado, mais relentless (sem descanso). Aqui estão os poderes confirmados até agora:

  • Manipulação de almas: Como Mão Dourada dos Jötnar, Faye sempre teve a capacidade de manipular almas. No Everywhen, esse poder é amplificado absurdamente pelo ambiente mágico do realm. Ela consegue dar um golpe com sua palma dourada que literalmente separa a alma de um inimigo do corpo
  • Magia dos Gigantes: Os Jötnar tinham acesso a poderes mágicos tão imensos que o próprio Odin os via como uma das maiores ameaças ao seu domínio. Faye domina essa magia ancestral
  • Visão profética: Nos jogos anteriores já ficou claro que ela tinha habilidades de previsão do futuro, sendo ela quem planejou toda a jornada de Kratos e Atreus antes de morrer
  • Combate com espada: No Everywhen, Faye usa uma espada poderosa. O estilo de luta é ágil e agressivo, com movimentos encadeados no chão e no ar