Dragon Age: The Veilguard
Dragon Age: The Veilguard - Créditos da Imagem: BioWare

Uma pesquisa inédita revela que a compra de estúdios de desenvolvimento por gigantes do setor quase sempre termina em corte de vagas ou encerramento de atividades. O analista Sebastian Cardoso reuniu dados de 303 equipes compradas desde 2000 e constatou que uma em cada três já encerrou as operações.

Além disso, o levantamento aponta que metade desses fechamentos aconteceu em até cinco anos após a assinatura do contrato de compra. O cenário ficou ainda mais crítico nos últimos anos, pois 33 estúdios adquiridos fecharam as portas a partir de 2023, após um intervalo de quatro anos com apenas uma baixa registrada.

Principais números do levantamento sobre aquisições

  • Fechamentos em massa: Cerca de 32,9% de todos os estúdios adquiridos desde 2000 deixaram de existir no mercado.
  • Queda de rendimento: Ao todo, 60,8% das desenvolvedoras compradas enfrentaram piora na qualidade de cada jogo, demissões ou fechamento definitivo.
  • Resistência positiva: Apenas 25,1% das equipes mantiveram o mesmo padrão de qualidade e escaparam de cortes severos de pessoal.
  • Projetos internos cancelados: Entre 56 estúdios criados do zero por grandes editoras, 87,5% entraram em declínio ou fecharam, sendo que 18 fecharam antes de lançar qualquer jogo.

Contudo, os resultados variam drasticamente de acordo com a estratégia corporativa adotada por cada empresa dona. Todos os 17 estúdios ligados à Activision Blizzard enfrentaram declínio ou encerraram atividades ao longo dos anos.

Em contrapartida, a Nintendo comprou seis estúdios em 24 anos e manteve todos em plena operação, demonstrando maior cuidado na integração das equipes. Outras companhias como Kadokawa, Krafton e Sumo Group também apresentaram histórico positivo na preservação de suas subsidiárias.

nintendo-mario
Super Mario Bros. – (Créditos da Imagem: Nintendo)

Esses números comprovam que a corrida desenfreada por aquisições costuma prejudicar o setor criativo quando a empresa compradora enxerga o estúdio apenas como uma fábrica de suporte. Diante desse cenário alarmante, será que a independência continua sendo o caminho mais seguro para os criadores manterem a própria identidade criativa?