Não queremos estragar o seu feriado prolongado de carnaval, mas temos que trazer uma notícia não muito animadora: se você estava pensando em atualizar seu PC em breve, bem… sinto muito, mas isso não vai acontecer sem estourar seu orçamento. O mercado de GPUs está aquecendo, e desta vez não se trata de mineração de criptomoedas.
De acordo com analistas do portal Wccftech, tanto a NVIDIA quanto a AMD estão começando a perder o interesse comercial nos gamers. O lado corporativo — aceleradores de servidor, hardware para data centers — está gerando tanto dinheiro que investir recursos na fabricação de “brinquedos” para o mercado de massa simplesmente não faz mais sentido comercial.
A principal questão agora nem é a escassez de chips — é uma mudança de prioridades. Com a demanda insana por DRAM, que os operadores de data centers estão absorvendo em grandes quantidades, a capacidade de produção está sendo direcionada para produtos com margens de lucro mais altas.
Simplificando: por que vender uma placa de vídeo para um gamer por mil dólares quando se pode pegar o mesmo chip, transformá-lo em um acelerador de IA e vendê-lo por dez vezes o preço?
A NVIDIA, discretamente (embora sem nenhum anúncio oficial), frustrou as esperanças de um lançamento próximo da série RTX 50 SUPER. A empresa repensou seu modelo de lucro por gigabyte, e as placas com grandes pools de memória se tornaram muito exigentes em recursos e bem menos lucrativas em comparação com a divisão de IA. A AMD também não está em situação muito melhor.
A arquitetura RDNA 4 já foi lançada, mas não espere nenhum novo modelo topo de linha nesta geração. A próxima arquitetura, RDNA 5 — que poderia ter sido competitiva — foi adiada para o segundo semestre de 2027.
E quanto à Intel? Ainda sem novidades. Todos esperavam anúncios da Arc B770 na CES, mas… silêncio total. Sua linha de placas de vídeo dedicadas Xe3 “Celestial” está em um limbo.
Os preços, naturalmente, já estão subindo. A escassez de DRAM afetou a produção de forma tão severa que, segundo rumores, a NVIDIA chegou a parar de enviar memória junto com os chips para seus parceiros AIB, basicamente transferindo para eles a responsabilidade de encontrar módulos de VRAM.

Essencialmente, o mercado de jogos foi deixado à própria sorte com a geração atual de placas de vídeo. A única coisa que a NVIDIA ainda pode lançar é algum monstro ultra-aprimorado que supere o desempenho da RTX 5090 — mas virá com um preço exorbitante e será voltado para entusiastas e estações de trabalho, não para o jogador médio, ou seja, você, eu, nós, vós, eles…
Os fabricantes simplesmente não veem sentido em olhar para trás. A corrida pelo ouro da IA está consumindo todos os recursos disponíveis, e um retorno às antigas prioridades? Provavelmente não acontecerá tão cedo.
O que você acha? Agora é a hora de comprar uma placa de vídeo antes que fique ainda mais cara e torcer para que ela dure anos, ou é melhor esperar por uma correção de mercado que talvez nunca aconteça? Eis a questão…










