E se a música fosse o verdadeiro protagonista do jogo? Em Sword of the Sea, essa pergunta não é só retórica. Austin Wintory venceu o Grammy de Melhor Trilha Sonora para Videogames e Mídias Interativas, fazendo com que a ideia de que música é “só complemento” em games cassei de vez por terra.
O prêmio foi entregue ontem à noite, em Los Angeles, durante o evento musical mais tradicional da indústria. E sim, um jogo indie sensorial acabou ocupando o mesmo palco que álbuns, orquestras e trilhas de cinema.
Escute agora: Sword of the Sea (Original Soundtrack Album)

Sword of the Sea sendo sentido
Desenvolvido pela Giant Squid, o mesmo estúdio por trás de Journey e Abzû, Sword of the Sea aposta em algo que muitos games grandes ainda tratam como secundário: a imersão sensorial total.
A categoria de Melhor Trilha Sonora para Videogames só foi criada em 2023. Antes disso, compositores de games competiam em espaços que não entendiam o contexto interativo da música. Desde então, já passaram pelo prêmio nomes fortes como:
- Assassin’s Creed Valhalla
- Star Wars Jedi: Survivor
- Wizardry: Proving Grounds of the Mad Overlord
Para estúdios indie, é um sinal de que apostar em identidade artística vale a pena. Para grandes publishers, fica o alerta: trilha genérica não cria legado. Experiência cria.








