A Riot Games atualizou o vanguard do Valorant com uma tacada certeira: pela primeira vez, dispositivos físicos de trapaça, os famosos DMA cards, foram bloqueados diretamente no firmware. Aquele investimento caro de cheater virou tijolo.

O que são DMA Cards e por que eram tão perigosos?

Quem joga ranked no Valorant sabe a frustração de levar um tiro pela parede de um jeito suspeito demais. Parte disso vinha de um tipo de trapaça absurdamente difícil de detectar: os dispositivos DMA (Direct Memory Access).

Diferente dos cheats comuns que rodam como software, o DMA card é uma plaquinha física que se conecta diretamente no slot PCIe, SATA ou NVMe da placa-mãe. Ele lê e grava na memória RAM do PC gamer de forma invisível, contornando o Windows e qualquer anti-cheat tradicional.

As informações do jogo (posição dos inimigos, itens, etc.) são mandadas para um segundo computador que exibe o wallhack numa tela separada.

Como a Riot resolveu isso?

A nova atualização do Vanguard usa o IOMMU, a unidade de gerenciamento de E/S da placa-mãe, para isolar e identificar dispositivos suspeitos. Quando o sistema detecta um firmware fraudulento se passando por um dispositivo SATA ou NVMe legítimo, ele ordena o bloqueio imediato do acesso.

O resultado foi brutal: cheaters relataram que seus firmwares simplesmente pararam de funcionar no meio da partida, com uma mensagem de aviso estampada na tela. A Riot chegou a comemorar publicamente o feito nas redes sociais.