A Valve se viu no centro de mais um processo judicial. A organização britânica de direitos autorais PRS for Music entrou com uma ação contra a proprietária da plataforma Steam, acusando a empresa de usar obras musicais sem a licença necessária.
Segundo a PRS for Music, desde o lançamento do Steam, a empresa supostamente não conseguiu obter a licença para usar os direitos autorais das músicas que administra em nome de autores, compositores e editoras musicais. Isso se refere às músicas presentes em jogos distribuídos pela plataforma.
A organização observou que o processo judicial pode continuar a menos que a Valve concorde em negociar e garantir uma licença que cubra o uso de músicas tanto no passado quanto no futuro.
A declaração também mencionou grandes franquias de jogos como Forza Horizon, FIFA/EA Sports FC e Grand Theft Auto, mesmo que sejam publicadas por empresas diferentes da Valve.

Uma peculiaridade da legislação britânica é que o licenciamento da música para um jogo em si e seu uso durante a distribuição por meio de serviços digitais podem ser considerados elementos distintos do direito autoral. Portanto, as reivindicações são direcionadas especificamente à plataforma que distribui os jogos.
Esta não é a primeira pressão legal sobre a Valve nos últimos tempos. Em janeiro de 2026, um tribunal britânico acatou uma ação coletiva contra a empresa no valor aproximado de £ 656 milhões (cerca de US$ 900 milhões), relacionada às supostas práticas anticoncorrenciais do Steam.
Além disso, a Procuradora-Geral do Estado de Nova York já havia entrado com uma ação separada acusando a plataforma de promover mecânicas de jogos de azar para menores.








