A Electronic Arts anunciou uma grande reestruturação global que resulta no fechamento definitivo da lendária BioWare. Com essa decisão drástica, a publicadora cancelou o desenvolvimento do novo Mass Effect e iniciou o corte de cerca de 400 colaboradores em suas divisões.
O movimento atinge em cheio o estúdio em Edmonton, no Canadá, que mantinha uma equipe reduzida trabalhando na fase inicial de produção da famosa franquia de ficção científica. Além disso, a demissão em massa representa o corte de aproximadamente 3% do quadro total da gigante dos games, que contava com cerca de 14.500 funcionários pelo mundo.
Mudança de foco e o destino de grandes franquias da EA
A liderança da empresa classificou a medida como difícil, reconhecendo o papel histórico do estúdio no avanço dos RPGs modernos. No entanto, a EA optou por concentrar recursos em projetos com retorno mais rápido e previsível, reduzindo o volume de grandes títulos desenvolvidos ao mesmo tempo.
Essa decisão marca um dos passos mais agressivos da distribuidora desde a transição para o capital fechado. Mesmo com a perda do novo Mass Effect, a publicadora confirmou a continuidade de outras produções aguardadas:
- Marvel’s Iron Man: a aventura do herói blindado segue em desenvolvimento ativo.
- Star Wars Jedi: o próximo capítulo da saga liderada por Cal Kestis permanece mantido no cronograma.
A extinção de uma desenvolvedora tão influente evidencia uma transformação profunda na estratégia corporativa dos grandes orçamentos. Diante de escolhas tão rígidas voltadas apenas à rentabilidade imediata, será que a indústria de games ainda tem espaço para a ousadia criativa que marcou a era de ouro da BioWare?









