Como já virou tradição na franquia, muita gente esperava que Forza Horizon 6 deixasse os jogadores acelerarem sem limites pelo mapa, destruindo tudo pelo caminho. Só que dessa vez a Playground Games resolveu seguir um caminho diferente e adicionou áreas culturais protegidas no jogo.
Na prática, isso significa que você não vai conseguir atravessar templos históricos, santuários xintoístas ou até mesmo cerejeiras em flor. Se tentar passar por esses locais, o carro simplesmente bate em uma “parede invisível”.
O respeito sagrado dos desenvolvedores
A decisão não foi tomada por acaso: os desenvolvedores quiseram tratar o Japão com mais respeito, mostrando que o país não seria apenas um cenário genérico para corrida.
Segundo a equipe, elementos como as famosas flores de cerejeira têm um significado cultural e espiritual muito forte no Japão, representando a beleza e a fragilidade da vida. Por isso, permitir que os jogadores destruíssem essas áreas acabaria sendo visto como desrespeitoso.
Quando os videogames veneram o Japão
E essa não é a primeira vez que a indústria tenta retratar o Japão com esse cuidado.
- Ghost of Tsushima: extremamente elogiado pela forma como representou a cultura samurai e até recebeu reconhecimento oficial no Japão
- Franquia Yakuza: chamou atenção por recriar bairros de Tóquio e Osaka com riqueza absurda de detalhes, mantendo templos e santuários intactos mesmo nas cenas mais caóticas
A mensagem parece bem clara: em Forza Horizon 6 você ainda vai poder acelerar sem dó pelas ruas japonesas, mas alguns lugares continuam sendo intocáveis, até no mundo virtual.








