Dead Space
Dead Space (Imagem: Electronic Arts).

Dead Space 4 dificilmente verá a luz do dia e essa notícia frustra muitos fãs do terror espacial. Chuck Beaver, ex-roteirista e produtor da série na Electronic Arts, trouxe revelações desanimadoras sobre o futuro da saga de Isaac Clarke.

Beaver voltou recentemente para a EA e explicou que os números atuais simplesmente não fecham para o gênero de horror. Além disso, ele afirma que o custo de produção subiu de forma astronômica nos últimos anos.

Por que a franquia Dead Space está na geladeira?

  • Custos de produção: Antigamente, a meta de vendas era de 5 milhões de cópias. Hoje, esse número subiu para 15 milhões.
  • Teto do gênero: Jogos de terror possuem um público fiel, mas limitado em comparação aos grandes sucessos mundiais.
  • Modelo de negócio: As empresas buscam “máquinas de dinheiro” infinitas, como o sucesso Fortnite.
  • Falta de microtransações: Títulos focados apenas no modo campanha são vistos como modelos de negócios arcaicos por grandes editoras.

O roteirista mencionou que até mesmo Resident Evil enfrenta dificuldades para atingir metas tão agressivas. Porém, a Capcom consegue manter a série viva com vendas sólidas em torno de 7 milhões de unidades. Dessa forma, a Electronic Arts prefere investir em projetos que garantam um retorno financeiro muito maior e mais rápido.

Antigamente, Frank Gibeau (ex-vice-presidente da EA) já exigia números altos para a época. Atualmente, a inflação nos salários dos desenvolvedores e o marketing pesado tornam o risco de um jogo de terror “AAA” quase insuportável para os acionistas.

Dead Space Remake
Dead Space Remake (Créditos Imagem – EA).

Anteriormente, a equipe responsável pelo remake tentou apresentar ideias para uma sequência direta. Contudo, a Electronic Arts recusou a proposta e colocou a franquia em um hiato indefinido. Infelizmente, o mercado atual valoriza mais o lucro contínuo do que a experiência narrativa de um jogador.

A indústria mudou drasticamente e os grandes estúdios não querem mais arriscar em projetos lineares sem um serviço online acoplado. Será que o futuro do terror nos games dependerá apenas das desenvolvedoras independentes daqui para frente?